{"id":3793,"date":"2020-12-02T19:56:40","date_gmt":"2020-12-02T18:56:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/static\/wp\/?p=3793"},"modified":"2020-12-02T19:59:20","modified_gmt":"2020-12-02T18:59:20","slug":"predica-para-o-segundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/predica-para-o-segundo\/","title":{"rendered":"PR\u00c9DICA PARA O SEGUNDO&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><strong>PR\u00c9DICA PARA O SEGUNDO DOMINGO DE ADVENT0 | 6 de dezembro de 2020 | Texto da pr\u00e9dica: Isa\u00edas 40. 1 \u2013 11\u00a0 | verfasst von Elisandro Rheinheimer |\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Estamos no tempo do Advento, um tempo de celebra\u00e7\u00e3o e de prepara\u00e7\u00e3o. \u00c9 celebra\u00e7\u00e3o porque Jesus j\u00e1 nasceu e o reinado (Reino) de Deus foi inaugurado com seu nascimento, cuja data simb\u00f3lica \u00e9 25 de dezembro. \u00c9 prepara\u00e7\u00e3o pois todas as pessoas crist\u00e3s aguardam a segunda e definitiva vinda de Jesus e a consuma\u00e7\u00e3o deste reinado de Deus. Nesse sentido, vejamos o que o texto para prega\u00e7\u00e3o tem a nos ensinar.<\/p>\n<p>Leitura de Isa\u00edas 40.1-11<\/p>\n<p>Estamos diante de um texto consolador em suas linhas e questionador em suas entrelinhas. Ele \u00e9 voltado para pessoas que sofreram o Ex\u00edlio na Babil\u00f4nia, pessoas arrancadas \u00e0 for\u00e7a de sua terra\/casa em Jerusal\u00e9m e levadas para viver em outro lugar, a Babil\u00f4nia. Imaginemos: ser levado \u00e0 for\u00e7a para um lugar estranho, com l\u00edngua, religi\u00e3o e costumes diferentes, sem possibilidade de retorno. A mis\u00e9ria\u00a0 e o choro era a realidade de muitas dessas fam\u00edlias, que se perguntavam: \u201cpor que Deus permitiu a derrota e o Ex\u00edlio? At\u00e9 quando precisamos sofrer? Quando poderemos voltar?\u201d.<\/p>\n<p>A resposta de Deus a estas perguntas foi o envio do profeta para levar uma palavra de consolo ao \u201ccora\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m\u201d. Este consolo consistiu, em primeiro lugar, no an\u00fancio do perd\u00e3o de Deus (v.2). Perd\u00e3o, \u00a0pois o povo sabia que tinha pecado, que tinha se afastado de Deus e, portanto, vivia angustiado, afogado em sentimento de culpa e indignidade. Neste contexto o profeta anuncia um duplo perd\u00e3o: o tempo de servid\u00e3o acabou e a iniquidade est\u00e1 perdoada. Em segundo lugar, do consolo fez parte o an\u00fancio de uma boa not\u00edcia, a liberta\u00e7\u00e3o do ex\u00edlio. Deus mesmo viria como \u201cDeus do \u00caxodo\u201d, com poder e bra\u00e7o dominador, mas tamb\u00e9m como um \u201cDeus pastor\u201d, que conduz o seu rebanho e cuida especialmente das ovelhas mais fracas e pequeninas.<\/p>\n<p>Por outro lado, o texto de Isa\u00edas n\u00e3o tem somente consolo. Assim lemos: \u201cTodos os seres humanos s\u00e3o como a erva do campo e toda a for\u00e7a deles \u00e9 como uma flor do mato. A erva seca e as flores caem quando o sopro do Senhor passa por elas. De fato o povo \u00e9 como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre\u201d (vv 6-8). Estas palavras s\u00e3o certamente dirigidas \u00e0queles exilados que, bem instalados e acomodados, j\u00e1 n\u00e3o pensavam mais em regressar \u00e0 sua terra; s\u00e3o exilados que j\u00e1 n\u00e3o se esfor\u00e7avam por escutar os apelos e desafios de Deus; s\u00e3o exilados que j\u00e1 haviam perdido a capacidade de arriscar e a vontade de come\u00e7ar um novo caminho; s\u00e3o exilados que j\u00e1 tinham ouvido falar de Ciro, mas n\u00e3o acreditavam que Deus poderia usar um estrangeiro para a liberta\u00e7\u00e3o, o que depois veio a acontecer. Estes exilados, em sua maior parte, s\u00e3o parte da elite governante da antiga terra, exilada com benesses na Babil\u00f4nia e que n\u00e3o sofria como o povo normal sofria.<\/p>\n<p>Este texto de 2.500 anos nos inspira, aqui e agora, a:<\/p>\n<p><strong>1\u00b0 &#8211; perceber que vivemos um ex\u00edlio domiciliar.<\/strong> Diferente do povo de Jud\u00e1 que foi levado de sua casa, n\u00f3s fomos obrigados a ficar em casa, de quarentena. Antes da pandemia, o que mais quer\u00edamos era um tempo em casa, agora o que n\u00f3s mais queremos \u00e9 sair de casa. Nunca imagin\u00e1vamos que um ex\u00edlio dentro de nossa pr\u00f3pria casa fosse provocar tamanha crise e sofrimento. Quem poderia imaginar shoppings e est\u00e1dios vazios? Praias e ruas vazias? Pessoas simples e pessoas poderosas com medo? Fam\u00edlias foram obrigadas a conviver 24 horas por dia, quando antes s\u00f3 conviviam umas 10 horas. Para alguns foi um tempo de oportunidade para fazer coisas limitadas pelo tempo, mas, para outros, foi sin\u00f4nimo de tortura, conflitos, confus\u00f5es e discuss\u00f5es sem fim. Foi como se todos os problemas sa\u00edssem da gaveta de uma s\u00f3 vez. Muitos casais se divorciaram, muitas fam\u00edlias se desfizeram, muitas empresas quebraram, enfim, muitas vidas foram perdidas. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que angustiam, deprimem, tiram o sono e a paz. E, \u00e0 semelhan\u00e7a dos exilados de Jud\u00e1 nos perguntamos: por que tanto sofrimento? De onde vem isso tudo? Se Deus \u00e9 t\u00e3o poderoso por que Deus deixa isso acontecer?<\/p>\n<p><strong>2\u00b0 &#8211; assumir a nossa humanidade.<\/strong> A palavra prof\u00e9tica revelou: \u201c&#8230;De fato o povo \u00e9 como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre\u201d (v.8). Precisamos reassumir nossa humanidade, n\u00e3o no sentido de uma bondade e solidariedade intr\u00ednseca ao ser humano, mas no sentido de assumirmos a nossa fragilidade, a nossa finitude e a nossa transitoriedade. O novo corona v\u00edrus que o diga: um bichinho invis\u00edvel causou toda uma crise sanit\u00e1ria com preju\u00edzos incalcul\u00e1veis e que n\u00f3s at\u00e9 o momento ainda n\u00e3o conseguimos reverter. Quanto sofrimento! E este sofrimento n\u00e3o deve ser espiritualizado. N\u00f3s sofremos, pois somos fr\u00e1geis! N\u00f3s podemos, inclusive, morrer! \u00c9 preciso assumir a nossa fragilidade e finitude como naturais e n\u00e3o nos comportar como se nada nos atingisse. N\u00e3o nos enganemos: n\u00f3s somos mais fracos do que pensamos e menos poderosos do que pretendemos. \u00c9 preciso agir com prud\u00eancia. De maneira bem pr\u00e1tica: \u00e9 preciso continuar usando m\u00e1scaras; \u00e9 preciso continuar com distanciamento social; \u00e9 preciso continuar evitando aglomera\u00e7\u00f5es. S\u00f3 a palavra de Deus dura para sempre, disse o profeta.<\/p>\n<p>Assumir a nossa humanidade tamb\u00e9m significa assumir responsabilidade. \u00c9 preciso entender que o sofrimento no mundo, al\u00e9m de ser intr\u00ednseco \u00e0 nossa humanidade, \u00e9 consequ\u00eancia direta das escolhas que n\u00f3s fazemos ou que outros fazem. Isso equivale a dizer, por mais estranho que pare\u00e7a: Deus \u00e9 inocente! <strong>\u00a0<\/strong>Assim, o novo corona v\u00edrus n\u00e3o \u00e9 da vontade de Deus, como se ele o tivesse criado, determinado e enviado \u00e0s nossas casas. O novo corona v\u00edrus n\u00e3o \u00e9 castigo de Deus para voc\u00ea que cometeu algum pecado pessoal. O novo corona v\u00edrus \u00e9 fruto do pecado da humanidade, de desequil\u00edbrio na cria\u00e7\u00e3o de Deus causado pelo ser humano que brinca de ser Deus, vivendo conforme suas pr\u00f3prias regras e desejos. Pode at\u00e9 ser que eu n\u00e3o me importe com a minha vida, mas a minha atitude inconsequente, como o n\u00e3o usar m\u00e1scara, por exemplo, pode significar sofrimento, quando n\u00e3o a morte para outra pessoa.<\/p>\n<p><strong>3\u00b0 &#8211; acolher a boa not\u00edcia<\/strong>.\u00a0 O profeta consolou o seu povo com uma boa not\u00edcia: anunciou o perd\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o do sofrimento. N\u00f3s precisamos de perd\u00e3o. O ex\u00edlio em nossas pr\u00f3prias casas abriu muitas feridas que precisam ser curadas. Precisamos zerar as contas do passado e restaurar nossos relacionamentos. Por isso, se algo precisa ser perdoado, esta \u00e9 a hora: perdoe, pe\u00e7a perd\u00e3o e receba o perd\u00e3o. Pois vingan\u00e7a gera mais vingan\u00e7a, o \u00f3dio mais \u00f3dio e o amor mais amor. Ao mesmo tempo, n\u00f3s tamb\u00e9m precisamos de perd\u00e3o na nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, pois a pandemia revelou toda a nossa idolatria, toda a f\u00e9 que depositamos em falsos deuses. S\u00f3 para citar alguns exemplos: quando n\u00e3o pudemos mais comprar como antes, ficou revelado o quanto confi\u00e1vamos no \u201cdeus dinheiro\u201d e no \u201cdeus consumismo\u201d; quando n\u00e3o pudemos vais fazer ou participar daquelas festas t\u00e3o badaladas, ficou revelado o quanto confi\u00e1vamos no \u201cdeus do prazer ef\u00eamero\u201d; quando n\u00e3o pudemos mais conservar a nossa sa\u00fade, ficou revelado o quanto confi\u00e1vamos no \u201cdeus sa\u00fade\u201d \u2013 ali\u00e1s, em final de ano o que mais se deseja na virada de ano \u00e9 \u201csa\u00fade, pois tendo sa\u00fade o resto a gente corre atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Mas al\u00e9m de perd\u00e3o, \u00e9 ineg\u00e1vel que o que n\u00f3s mais queremos \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o de nosso ex\u00edlio domiciliar e a possibilidade de uma comunh\u00e3o normal, como nos tempos pr\u00e9-pandemia. Bem que eu gostaria, agora, anunciar que tive a vis\u00e3o de uma vacina salvadora sendo aplicada em massa at\u00e9 o Natal. Mas isto seria charlatanismo. O que posso fazer como pregador\/a \u00e9 fortalecer a nossa esperan\u00e7a afirmando que os ex\u00edlios n\u00e3o s\u00e3o para sempre. Vai passar! Deus est\u00e1 trabalhando em v\u00e1rias vacinas com profissionais gabaritados dos quatro cantos do mundo. O que faremos enquanto a vacina n\u00e3o chega? Confiantes de que o ex\u00edlio domiciliar \u201cvai passar\u201d, podemos e devemos nos concentrar em \u201cpreparar um caminho para o Senhor\u201d (v.3).<\/p>\n<p>Assim como na Babil\u00f4nia preparava-se o caminho para o libertador que estava chegando, \u00e9 preciso que tamb\u00e9m n\u00f3s preparemos o caminho para Jesus. O caminho aqui \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o que precisa estar pronto para receber o Redentor. E como preparamos o cora\u00e7\u00e3o? Algu\u00e9m poderia dizer que um cora\u00e7\u00e3o preparado seria um cora\u00e7\u00e3o puro, sem pecados, com tudo certinho e em ordem. No entanto, isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pois o perd\u00e3o dos pecados que purifica o cora\u00e7\u00e3o e torna a vida agrad\u00e1vel a Deus \u00e9 obra de Jesus em n\u00f3s. O que precisamos fazer \u00e9 simplesmente abrir o cora\u00e7\u00e3o para que Jesus possa fazer a sua obra de faxina e limpeza nos conduzindo ao arrependimento e modificando o nosso jeito de pensar e de viver. Preparar o caminho do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 um chamado para conversar com Deus e deixar ele dizer o que \u00e9 de fato importante e o que pode ser deixado de lado. \u00c9 um chamado para acolher o que Deus fala, agindo em obedi\u00eancia, mesmo que isso implique sair de nossa comodidade. \u00c9 um chamado para assumir a nossa humanidade (fragilidade, finitude, transitoriedade e responsabilidade) e nos colocar na depend\u00eancia de Deus. \u00c9 um chamado para destronar os falsos deuses e seus valores e entronar o verdadeiro Deus, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo e os valores de seu reinado. Dessa maneira, quando o ex\u00edlio domiciliar acabar, teremos de fato aprendido algo com tudo isso e estaremos preparados para celebrar a vit\u00f3ria do Senhor na retomada da vida, na comunh\u00e3o que tanto almejamos com irm\u00e3os e irm\u00e3s. E mais do que isso, estaremos preparados para a segunda e definitiva vinda de Jesus, conforme nos lembra o texto auxiliar de 2 Pedro 3.8-15.<\/p>\n<p>Neste sentido \u00e9 muito ilustrativa a pintura de Holman Hunt, \u201cA luz do mundo\u201d. Neste pintura h\u00e1 um casebre\u00a0abandonado e em ru\u00ednas. Em frente \u00e0 janela existe um grande espinheiro com\u00a0ervas daninhas quase cobrindo o caminho. A porta est\u00e1 coberta de musgo. Diante\u00a0da porta bem fechada, de gonzos enferrujados, acha-se na obscuridade e no sereno\u00a0um homem de estatura grande e possante, cujo rosto revela cansa\u00e7o e fadiga.\u00a0Uma das suas m\u00e3os est\u00e1 levantada para bater \u00e0 porta, enquanto a outra segura\u00a0uma l\u00e2mpada, cujo raio talvez possa penetrar por uma fresta da porta. \u00c9 Cristo,\u00a0o Filho de Deus, procurando entrar no cora\u00e7\u00e3o do pecador! Ele est\u00e1 esperando a\u00a0porta se abrir. Quando Holman pintou esse quadro maravilhoso do Rei coroado\u00a0de espinhos, batendo do lado de fora, mostrou a tela na sua oficina a um de seus\u00a0melhores amigos, antes de apresent\u00e1-la ao p\u00fablico. O amigo examinou a figura\u00a0real de Cristo, do lado de fora daquela porta, e disse:<\/p>\n<p>\u2013 Mas voc\u00ea cometeu uma grande falta!<br \/>\n\u2013 Qual? \u2013 perguntou o artista.<br \/>\n\u2013 Pintou uma porta sem ma\u00e7aneta.<br \/>\n\u2013 N\u00e3o \u00e9 um erro \u2013 disse o artista. \u2013 Esta porta n\u00e3o tem ma\u00e7aneta por fora,\u00a0ela s\u00f3 se abre por dentro. Assim, a porta do cora\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser aberta pelo lado\u00a0de dentro. Cristo apenas bate.<\/p>\n<p>Que Deus esteja nos conduzindo neste tempo de prepara\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o. Am\u00e9m!<\/p>\n<ol>\n<li>Elisandro Rheinheimer \u2013<\/li>\n<\/ol>\n<p>Cuiab\u00e1 \u2013 Mato Grosso, Brasilien<\/p>\n<p><a href=\"mailto:p.elisandro@outlook.com\">p.elisandro@outlook.com<\/a><\/p>\n<p>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O SEGUNDO DOMINGO DE ADVENT0 | 6 de dezembro de 2020 | Texto da pr\u00e9dica: Isa\u00edas 40. 1 \u2013 11\u00a0 | verfasst von Elisandro Rheinheimer |\u00a0 Estamos no tempo do Advento, um tempo de celebra\u00e7\u00e3o e de prepara\u00e7\u00e3o. \u00c9 celebra\u00e7\u00e3o porque Jesus j\u00e1 nasceu e o reinado (Reino) de Deus foi inaugurado com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3748,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,2,157,108,473,325,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-3793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jesaja","category-at","category-beitragende","category-current","category-elisandro-rheinheimer","category-kapitel-40-chapter-40","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3793"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3793\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3795,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3793\/revisions\/3795"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3793"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=3793"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=3793"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=3793"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=3793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}