{"id":5778,"date":"2021-09-13T17:49:11","date_gmt":"2021-09-13T15:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=5778"},"modified":"2021-09-13T17:49:11","modified_gmt":"2021-09-13T15:49:11","slug":"marcos-9-30-37","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/marcos-9-30-37\/","title":{"rendered":"Marcos 9.30-37"},"content":{"rendered":"<h3>PR\u00c9DICA PARA O 17\u00ba DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES \u2013 19.09.2021. | Texto b\u00edblico: Marcos 9.30-37 | Ilmar Kieckhoefel |<\/h3>\n<p>Textos auxiliares: Jr 11.18-20; Sl 54; Tg 3.13-4.3, 7-8a<\/p>\n<p>\u00d3timas leituras nos PLs (Proclamar Liberta\u00e7\u00e3o): 16, 22, 36, 42, 45.<\/p>\n<p><em>(Dedico essa Reflex\u00e3o ao querido Casal Malschitzky, Professor Harald e sua querida esposa Regina que, nesse dia, completam 57 Anos de aben\u00e7oada Caminhada Matrimonial)<\/em>.<\/p>\n<p><em>Estimada Comunidade!<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto vivermos, estejamos a caminho de um entendimento melhor acerca da vida; basta que a gente se disponha a aprender ou a reaprender algo esquecido, ao longo de todo o percurso&#8230;<\/em><\/p>\n<ol>\n<li>Ainda que Jesus n\u00e3o tivesse dificuldade de lidar com desafios e enfrentamentos\/constrangimentos \u2013 nem mesmo de expor e de sustentar Suas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es \u2013 houve momentos nos quais, por prud\u00eancia, Ele preferiu adotar a postura do recolhimento e da discri\u00e7\u00e3o. Diz o texto: <em>\u201cpreferiu que ningu\u00e9m soubesse o Seu trajeto&#8230;\u201d<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 o Evangelista Marcos que melhor nos apresenta um Jesus e uma Comunidade Crist\u00e3 com caracter\u00edsticas cr\u00edticas frente a uma realidade social\/pol\u00edtica tensa, tomada por problemas de injusti\u00e7a e pobreza. Raz\u00e3o pela qual, por motivos \u00f3bvios, pelo menos naquele momento, Jesus desejou evitar atritos; talvez, adi\u00e1-los. Afinal, as autoridades estavam atentas a Seu comportamento.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Al\u00e9m dessa raz\u00e3o, Jesus queria preparar ainda melhor Seu grupo de seguidores. Ou seja, todos os cuidados deveriam ser tomados para precav\u00ea-los! Ainda mais, agora, que estavam a caminho da capital, onde bem sabemos, ficava \u2018a toca-do-lobo\u2019. Embora os disc\u00edpulos tivessem ficado impressionados com tudo que haviam presenciado junto ao Mestre: curas de pessoas cegas, surdas, mudas, paral\u00edticas, \u2018possessas\u2019, etc; o epis\u00f3dio da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es e o incr\u00edvel momento da transfigura\u00e7\u00e3o \u2013 eles precisavam ser fortalecidos nas suas convic\u00e7\u00f5es!<\/li>\n<\/ol>\n<p>Os ensinamentos de Jesus, Suas palavras preciosas tinham, de fato, atra\u00eddo e entusiasmado o \u2018Grupo dos 12\u2019. Crescia neles um encanto pelo \u2018Movimento de Jesus\u2019. N\u00e3o lhes restavam \u00a0d\u00favidas; esse era o projeto que estavam dispostos a assumir. No entanto, ainda eram um tanto imaturos; imaginavam que, ao chegarem em Jerusal\u00e9m, atingiriam capacidades semelhantes.<\/p>\n<p>Ingenuamente, tamb\u00e9m cogitavam assumir l\u00e1, junto com Jesus, o poder pol\u00edtico de Israel. Por isso, n\u00e3o perdiam tempo e, ao longo do caminho, j\u00e1 negociavam cargos entre si. Afinal, se o <em>\u201cReino de Deus estava pr\u00f3ximo\u201d<\/em> \u2013 e Jesus o dissera v\u00e1rias vezes \u2013 tinham que apressar-se com \u2018necess\u00e1rios (?)\u2019 encaminhamentos.<\/p>\n<p>Interpretavam que, de Jerusal\u00e9m, deveria partir uma esp\u00e9cie de \u2018nova ordem mundial\u2019. Transformariam as a\u00e7\u00f5es amorosas, aprendidas de Jesus, em pol\u00edticas sociais\/p\u00fablicas. Deste modo, as pessoas mais vulner\u00e1veis da sociedade seriam alcan\u00e7adas e beneficiadas com o rec\u00e9m-aprendido Evangelho de Amor \u2013 a Boa Nova da Salva\u00e7\u00e3o que igualmente lhes alcan\u00e7ara!<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>No entanto, antes disso, era fundamental que respondessem a pergunta de Jesus: <em>Quem dizem, por a\u00ed, que Eu Sou? \/ Quem voc\u00eas dizem que Eu Sou?!<\/em> \/ A confiss\u00e3o de Pedro, o apressado da turma, feita pouco antes da narrativa prevista para hoje, foi: <em>\u201cTu \u00e9s O Cristo, o Filho do Deus Vivo!\u201d <\/em>\u2013 Mas essa confiss\u00e3o \u2018de vida\u2019 que os seguidores de Jesus tinham, se chocava com os an\u00fancios de Sua paix\u00e3o, sofrimento, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A frase: <em>\u201cSerei entregue a m\u00e3os humanas e tirar\u00e3o a Minha vida, mas ressuscitarei\u201d<\/em> \u2013 mexeu com as emo\u00e7\u00f5es de todos. \/ N\u00f3s tamb\u00e9m ficar\u00edamos confusos, porque \u00e9 complicado entender e \u2018abra\u00e7ar\u2019 um projeto que tenha t\u00e3o alto pre\u00e7o; que chegue a custar a pr\u00f3pria vida de quem nos inspira! Ainda mais assustador \u00e9 que igualmente de n\u00f3s exija abnega\u00e7\u00e3o, sacrif\u00edcio. <em>D\u00e1 vontade de cair fora mesmo!<\/em><\/p>\n<p>Somos ensinados a preferir a gl\u00f3ria, a vida, a festa, as palmas, a sa\u00fade, a fartura, a alegria&#8230; \u2013 \u00d3bvio! \/ E o texto de hoje nos apresenta justamente um dos tr\u00eas momentos nos quais Jesus anuncia exatamente o contr\u00e1rio dessa l\u00f3gica do triunfo constante. Ele busca sensibilizar \u2013 ainda que n\u00e3o dramatizar (!) \u2013 os disc\u00edpulos para as consequ\u00eancias do caminho ao qual se disp\u00f5em. <em>\u2018Jesus joga limpo!\u2019<\/em><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>O primeiro an\u00fancio aconteceu ap\u00f3s a confiss\u00e3o de Pedro, quando ele n\u00e3o entendeu absolutamente nada e nem aceitou o que Jesus lhe disse: <em>\u201cSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-mE.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>O segundo an\u00fancio acontece no texto que eu lhes li: <em>\u201cA caminho de Jerusal\u00e9m\u201d<\/em>; embora tivesse pedido discri\u00e7\u00e3o, Jesus reafirma que seria entregue \u00e0s autoridades. \/ E \u00e9 ent\u00e3o que os disc\u00edpulos come\u00e7am a \u2018tremer na base\u2019; temem pela pr\u00f3pria vida. Preocupam-se com sua situa\u00e7\u00e3o pessoal, mas ficam com receio de interrog\u00e1-lo.<\/p>\n<p><em>Como poderia algu\u00e9m rejeitar uma proposta t\u00e3o boa como a do Mestre? <\/em>Em absoluto, se tratava de promessas vazias; Ele anunciava solu\u00e7\u00f5es perfeitamente poss\u00edveis! Ora, Jesus e Seu admir\u00e1vel poder de transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o combinava com dor, morte, nem com destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi por isso que, a maioria deles havia abandonado os \u2018barcos de suas vidas\u2019, seus afazeres, para seguir Aquele que lhes encantara para um Mundo impressionantemente Novo; mundo que parecia ruir, antes mesmo de tomar a completa forma. \/ Havia egos e interesses feridos! Temiam fazer perguntas, pois, na primeira vez que Jesus havia tocado no assunto do sofrimento do seguimento, Pedro levara um \u2018para-te-quieto\u2019, por t\u00ea-lO contrariado.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>N\u00e3o dever\u00edamos ter medo de perguntar, nem mesmo de responder. O medo de perguntar resulta de nossa pr\u00f3pria inseguran\u00e7a e da sensa\u00e7\u00e3o de que a resposta pode ser realmente a confirma\u00e7\u00e3o daquilo que j\u00e1 pressentimos. Nossa intui\u00e7\u00e3o pode ser assustadora, quando estivermos dispostos a acolher outro entendimento.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O medo de perguntar normalmente se apresenta nos momentos mais cr\u00edticos de nossa vida. Tememos respostas dif\u00edceis e suas consequ\u00eancias! Diante de \u2018diagn\u00f3sticos de toda sorte e n\u00e3o esperados\u2019, facilmente desesperamos e literalmente \u2018travamos\u2019. Deixamos de vislumbrar possibilidades e \u00e9 compreens\u00edvel que recuemos!<\/p>\n<p>Ao perceber a ang\u00fastia dos disc\u00edpulos, feito s\u00e1bio professor da mente humana, Jesus perguntou aos desesperados alunos, a fim de ver se falariam: <em>\u201cSobre o que conversavam, enquanto caminhavam?\u201d<\/em> Mas n\u00e3o tiveram coragem; guardaram sil\u00eancio, ainda que Jesus soubesse sobre o que tanto haviam conversado.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o era: Qual deles ganharia o melhor cabide de emprego; a coloca\u00e7\u00e3o mais honrosa no seguimento a Ele: <em>\u201chaviam discutido entre si sobre qual deles era o maior, o mais importante.\u201d <\/em><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Jesus explicou a eles de que a \u00fanica sa\u00edda para a salva\u00e7\u00e3o da arrog\u00e2ncia estaria na conserva\u00e7\u00e3o da humildade: <em>\u201cSe algu\u00e9m quer ser a primeira pessoa, a mais importante de tudo \u2013 ela mesma precisa estar disposta a ser a \u00faltima; ou seja, a pessoa que ir\u00e1 servir e importar-se com as demais.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>Quando nos projetamos \u2018bons demais\u2019, o tombo vem na mesma propor\u00e7\u00e3o! \/ \u00c9 a t\u00edpica pergunta-pretens\u00e3o que produz constrangimentos na esfera pessoal, familiar, p\u00fablica, comunit\u00e1ria \u2013 \u00e9 preciso entender a vida de f\u00e9 sob a \u00f3tica da ordem invertida!<\/p>\n<p>O terceiro an\u00fancio de Jesus sobre o \u2018\u00f4nus do prop\u00f3sito\u2019 aconteceu diante da pergunta hil\u00e1ria da m\u00e3e dos filhos de Zebedeu, quando esta lhE solicitou que seus destacados filhos, no Reino de Deus (!), se assentassem nada mais, nada menos, que um \u00e0 sua direita e outro \u00e0 sua esquerda.<\/p>\n<p>Triste pleitear ajeites para os seus; o mundo est\u00e1 cheio de artimanhas assim! Por isso, \u00e9 bom fazer perguntas e \u2018n\u00e3o fugir da raia\u2019; \u00e9 dos saud\u00e1veis debates que os caminhos se clarificam. \u00a0\/ \u2018Perguntar n\u00e3o ofende\u2019; \u00e9 uma grande oportunidade para ensinamentos e aprendizados rec\u00edprocos. Quem n\u00e3o se permite ser questionado, se coloca numa posi\u00e7\u00e3o de superioridade:<em>\u201ceu j\u00e1 sei tudo; o que sei me basta; n\u00e3o preciso e n\u00e3o quero aprender nada que me fa\u00e7a mudar de opini\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Crian\u00e7as na fase dos porqu\u00eas nos ensinam que, para aprender, \u00e9 preciso perguntar e perguntar&#8230; E perguntar com toda naturalidade, sem preconceitos, sem segundas inten\u00e7\u00f5es ou maldade. \/ N\u00e3o \u00e9 de causar espanto que Jesus tenha usado como refer\u00eancia uma crian\u00e7a, dizendo que quem a acolher, recebe a Ele e ao pr\u00f3prio Deus. \/ Tomando-a nos bra\u00e7os, disse: <em>\u201cQualquer que receber uma crian\u00e7a, tal como esta, em Meu Nome, a Mim Me recebe e, atrav\u00e9s de Mim, ao pr\u00f3prio Deus!\u201d<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>Por \u00faltimo, aprendemos dos fil\u00f3sofos gregos:<em>\u201cS\u00f3 sei que nada sei\u201d \u2013 \u2018Quanto mais aprendo, mais constato do pouco que sei.\u2019 <\/em>Respostas precisam ser constantemente \u2018ventiladas\u2019, reelaboradas; da\u00ed \u00a0o sentido das constantes perguntas! \u2018S\u00e3o as grandes perguntas que movem a humanidade!\u2019 Nem tudo tem resposta; perguntas dif\u00edceis requerem tempo e coragem.<\/p>\n<p>Raul Seixas cantava: <em>\u201cEu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opini\u00e3o formada sobre tudo.\u201d<\/em>\/ O gesto de Jesus prop\u00f5e essa din\u00e2mica de disposi\u00e7\u00e3o interna! Ao abra\u00e7ar e trazer para o centro uma crian\u00e7a indefesa, Ele quer motivar os disc\u00edpulos a compreenderem de que deveriam espelhar-se nelas. Marginalizadas, confiam em Deus e vivem seu dia-a-dia! Inocentes, s\u00e3o representativas para tudo aquilo que \u00e9 colocado \u00e0 margem ou sob suspeita.<\/p>\n<p>Deus transforme nosso modo de entendimento do seguimento \u00e0 Sua causa. Caso contr\u00e1rio, feito disc\u00edpulos temerosos, nos ocuparemos demais com coisas que n\u00e3o fazem a menor diferen\u00e7a no Reino de Deus. A exemplo das crian\u00e7as, a vida, para ser verdadeiramente vivida e ser des-complicada, amada e protegida. A vida requer cirandas, leveza \u2013 feito brincadeira de crian\u00e7a, mas \u00e9 algo que precisa ser levado a s\u00e9rio!<\/p>\n<p><em>\u00c9 preciso aprender a falar de coisas dif\u00edceis com a naturalidade e a simplicidade das crian\u00e7as, para n\u00e3o desaprendermos a arte do encanto pela Causa do Amor.<\/em><\/p>\n<p>Am\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>P. Ilmar Kieckhoefel<\/p>\n<p>Sapiranga \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien<\/p>\n<p><a href=\"mailto:ilmarkieckhoefel@gmail.com\">ilmarkieckhoefel@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O 17\u00ba DOMINGO AP\u00d3S PENTECOSTES \u2013 19.09.2021. | Texto b\u00edblico: Marcos 9.30-37 | Ilmar Kieckhoefel | Textos auxiliares: Jr 11.18-20; Sl 54; Tg 3.13-4.3, 7-8a \u00d3timas leituras nos PLs (Proclamar Liberta\u00e7\u00e3o): 16, 22, 36, 42, 45. (Dedico essa Reflex\u00e3o ao querido Casal Malschitzky, Professor Harald e sua querida esposa Regina que, nesse dia, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4526,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37,157,108,709,219,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-5778","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-markus","category-beitragende","category-current","category-ilmar-kickhoefel","category-kapitel-9-chapter-9-markus","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5778","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5778"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5778\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5779,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5778\/revisions\/5779"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5778"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=5778"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=5778"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=5778"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=5778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}