{"id":6148,"date":"2021-11-09T16:09:00","date_gmt":"2021-11-09T15:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=6148"},"modified":"2021-11-09T16:09:00","modified_gmt":"2021-11-09T15:09:00","slug":"daniel-12-1-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/daniel-12-1-3\/","title":{"rendered":"Daniel 12.1-3"},"content":{"rendered":"<h3>PEN\u00daLTIMO DOMINGO DO ANO ECLESI\u00c1STICO | 14 de novembro de 2021 | Texto: Daniel 12.1-3 | Eloir Enio Weber |<\/h3>\n<p>Que a gra\u00e7a e a paz do Deus que \u00e9 Pai, Filho, Esp\u00edrito Santo esteja conosco e que essa presen\u00e7a nos d\u00ea a esperan\u00e7a da vida eterna.<\/p>\n<p>H\u00e1 um poema, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cN\u00e3o tenho medo da morte\u201d. Ele diz:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tenho medo da morte,<\/p>\n<p>conhe\u00e7o muito bem<\/p>\n<p>seu corredor escuro e frio<\/p>\n<p>que conduz \u00e0 vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho medo dessa vida<\/p>\n<p>que n\u00e3o surge da morte,<\/p>\n<p>que paralisa as m\u00e3os<\/p>\n<p>e entorpece nossa marcha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho medo do meu medo,<\/p>\n<p>e ainda mais do medo dos outros,<\/p>\n<p>que n\u00e3o sabem para onde v\u00e3o<\/p>\n<p>e continuam apegando-se<\/p>\n<p>a algo que creem que \u00e9 a vida<\/p>\n<p>e que n\u00f3s sabemos que \u00e9 a morte!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vivo cada dia para matar a morte,<\/p>\n<p>morro cada dia para parir a vida,<\/p>\n<p>e nesta morte da morte,<\/p>\n<p>morro mil vezes<\/p>\n<p>e ressuscito outras tantas,<\/p>\n<p>neste amor que alimenta,<\/p>\n<p>do meu Povo, a esperan\u00e7a!<\/p>\n<p>(Texto de: Julia Esquivel, Guatemala &#8211; Trad. In\u00e9s Simeone)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prezada comunidade, estamos no pen\u00faltimo domingo do ano eclesi\u00e1stico. Nesse tempo de final do Ano Eclesi\u00e1stico, voltamo-nos de forma especial para esperan\u00e7a de que o Reino de Deus vir\u00e1 e que a nossa salva\u00e7\u00e3o ser\u00e1 plena, pela gra\u00e7a de Cristo. \u00a0Muitas vezes, os textos b\u00edblicos nessa \u00e9poca do ano s\u00e3o carregados de teor apocal\u00edptico. Esse estilo liter\u00e1rio est\u00e1 presente em alguns fragmentos nos profetas do Antigo Testamento; mas \u00e9 no livro de Daniel que ele aparece com claridade, destaque e evid\u00eancia. No Novo Testamento est\u00e1 presente em algumas falas de Jesus, nos evangelhos, e, especialmente no livro de Apocalipse de Jo\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 diferente no texto b\u00edblico de hoje, do profeta Daniel 12.1-3 (<strong>fazer a leitura do texto<\/strong>)<\/p>\n<p>Prezada comunidade, o texto de Daniel traz a tem\u00e1tica da ressurrei\u00e7\u00e3o, que ali\u00e1s n\u00e3o \u00e9 um tema muito comum no Antigo Testamento. Daniel traz um texto rico em promessas de Deus. Essas promessas s\u00e3o um verdadeiro evangelho, que quer animar as pessoas da \u00e9poca a permanecerem fi\u00e9is na f\u00e9 em Deus. Esse \u00e9 o grande legado do estilo apocal\u00edptico na B\u00edblia: trazer esperan\u00e7a \u00e0s pessoas apesar do caos moment\u00e2neo e da fragilidade da vida. O texto de Daniel \u00e9 melhor compreendido se for lido em seu contexto maior. A moldura dentro da qual est\u00e1 inserido, compreende os tr\u00eas \u00faltimos cap\u00edtulos do livro (Dn 10-12). Ali est\u00e1 retratada a realidade de persegui\u00e7\u00e3o, dor, pobreza e morte.<\/p>\n<p>Movido por essa realidade de persegui\u00e7\u00e3o e morte, o livro de Daniel traz a reflex\u00e3o sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o. Diante da realidade da morte, a esperan\u00e7a na ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre fonte de consolo e de conforto. E esse \u00e9 o assunto central do texto para este domingo. Ao tratar desse tema, Daniel deu uma nova orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 esperan\u00e7a escatol\u00f3gica no Antigo Testamento, pois \u00e9 a primeira vez que aparece na B\u00edblia a formula\u00e7\u00e3o da doutrina da ressurrei\u00e7\u00e3o de justos e injustos. Trata-se do texto mais claro do Antigo Testamento sobre uma futura ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p>Essa esperan\u00e7a, no Novo Testamento, est\u00e1 presente em todas as partes, e proclama a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus; e, como consequ\u00eancia, a bendita esperan\u00e7a do retorno de nosso Senhor, para trazer os mortos de volta \u00e0 vida e, ao faz\u00ea-lo, derrotar o \u00faltimo inimigo: a Morte. Pode parecer que a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 exclusiva do Novo Testamento. Mas se pin\u00e7armos essa esperan\u00e7a e come\u00e7armos a desemaranh\u00e1-la, descobriremos que ela tem ra\u00edzes profundas que v\u00eam do Antigo Testamento. Deus proveu a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o a seu povo desde o princ\u00edpio.<\/p>\n<p>Daniel se confrontou com a implac\u00e1vel persegui\u00e7\u00e3o aos justos, que trouxe, para muitas pessoas, a morte. Esse quadro necessitava uma resposta que satisfizesse de forma plena o clamor dos fi\u00e9is. A doutrina da ressurrei\u00e7\u00e3o acabou com a concep\u00e7\u00e3o de retribui\u00e7\u00e3o em vida e ultrapassou a ideia de que apenas os justos ir\u00e3o ressurgir. Os \u00edmpios tamb\u00e9m ressuscitar\u00e3o e receber\u00e3o a sua por\u00e7\u00e3o. Assim, o texto conseguiu articular uma resposta satisfat\u00f3ria \u00e0 ang\u00fastia e morte, e, ao mesmo tempo, cumprir a fun\u00e7\u00e3o de dar esperan\u00e7a aos que estavam resistindo e, por isso, eram perseguidos.<\/p>\n<p>O texto se encerra, no recorte dado para esta prega\u00e7\u00e3o, com a promessa de que os <em>\u201cs\u00e1bios e pessoas que conduzirem muitos \u00e0 justi\u00e7a\u201d<\/em> ir\u00e3o brilhar no c\u00e9u, como estrelas, eternamente. A \u00e9tica que leva \u00e0 miseric\u00f3rdia prov\u00e9m da f\u00e9. A f\u00e9, por sua vez, prov\u00e9m de Deus, se alimenta nele e se d\u00e1, em amor, para continuar amainando dores, sofrimentos, fome e morte. Ou seja, torna-se diaconia.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, ainda hoje, a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 o evangelho encarnado em Jesus Cristo. Nessa esperan\u00e7a somos convidados a depositar a nossa vida e os nossos mais profundo sonhos. Essa esperan\u00e7a \u00e9, necessariamente, vivida e fortalecida em comunidade&#8230; na comunidade de f\u00e9. Gosto muito do escritor Mo\u00e7ambicano Mia Couto que escreveu em seu livro \u201cUm Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra\u201d que <em>\u201cNum mundo de d\u00favidas, onde tudo se desmorona, a igreja surge como a mem\u00f3ria mais certa e permanente.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O que essa afirma\u00e7\u00e3o nos diz? A vida \u00e9 passageira, o tempo leva consigo a nossa juventude, transforma o nosso corpo e o jeito com o qual percebemos a vida e o pr\u00f3prio tempo. Em muitos aspectos a fragilidade da nossa vida nos coloca em situa\u00e7\u00f5es nas quais temos a impress\u00e3o de que tudo est\u00e1 desmoronando e que temos nenhuma certeza, somente d\u00favidas. Em in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es temos a impress\u00e3o de que tudo est\u00e1 desmoronando, tudo est\u00e1 virando p\u00f3. Nessas situa\u00e7\u00f5es, a igreja \u00e9, sim, a <em>\u201cmem\u00f3ria mais certa e permanente\u201d<\/em>, porque ela aponta e nos conduz para o Senhor da Vida, aquele que venceu a morte ao morrer na cruz e nos d\u00e1 a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o porque ele tamb\u00e9m ressuscitou: Jesus Cristo.<\/p>\n<p>A humanidade, em especial n\u00f3s, no Brasil, ainda estamos vivendo sob o impacto muito forte da pandemia do novo Corona v\u00edrus. Milhares de mortes no Brasil, mais de 5 milh\u00f5es no mundo. Tivemos, no Brasil, um dos quadros mais graves da pandemia em rela\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses. Entre todos os pa\u00edses, somos o segundo colocado em n\u00famero total de mortes e o oitavo em termos percentuais. H\u00e1 milhares de filhas e filhos, m\u00e3es e pais, irm\u00e3s e irm\u00e3os, av\u00f3s e av\u00f4s, familiares e pessoas amigas que choram e lamentam profundamente a perda de algu\u00e9m. Vivemos em um mundo recheado de vazios. Para dentro dessa realidade de morte e de luto, a vinda do Reino de Deus \u00e9 mais do que uma esperan\u00e7a, \u00e9 um clamor que tem seu lugar no fundo da alma de cada ser humano que sofre.<\/p>\n<p>Aliado ao n\u00famero de mortes, vivemos a realidade do desemprego nas alturas, do trabalho prec\u00e1rio e da infla\u00e7\u00e3o assustadora que arrasta milh\u00f5es de pessoas que s\u00e3o levadas abaixo da linha de pobreza e de seguridade alimentar. O IGPM acumula alta de em torno de 30% nos \u00faltimos doze meses e o IPCA, em torno de 10% nesse per\u00edodo. Esses n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 n\u00fameros e siglas, pois significam que a situa\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas est\u00e1 muito mais dif\u00edcil e cuja vida est\u00e1 em risco real. Tudo isso s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que facilmente podem ser colocadas como similares ao que o povo vivia no Antigo Testamente, na \u00e9poca em que o livro de Daniel foi escrito. Para aquele povo, o texto de Daniel, escrito em estilo apocal\u00edptico, convidou para esperan\u00e7ar, lutar por dignidade e manter-se fiel a Deus, pois Ele interv\u00e9m na hist\u00f3ria em favor daquelas pessoas que mais sofrem.<\/p>\n<p>Nesse sentido, somos desafiados a nos preocuparmos al\u00e9m da pergunta se o nosso nome est\u00e1 escrito no livro da vida, conforme o texto do profeta Daniel, que \u00e9 tema do culto de hoje. A nossa preocupa\u00e7\u00e3o, pela gra\u00e7a de Deus, n\u00e3o deve ser essa. Diante de um mundo com tanta dor, luto, fome e persegui\u00e7\u00e3o temos um papel, uma fun\u00e7\u00e3o, um chamado. O Reino de Deus vir\u00e1 sem que n\u00f3s fa\u00e7amos algo por ele. Cabe a n\u00f3s, ent\u00e3o, colocar sinais do reino j\u00e1 aqui e agora. Tem um trocadilho que diz que \u201ca igreja que n\u00e3o serve, n\u00e3o serve.\u201d Ou seja, a igreja precisa ser diaconal, servir como Jesus serviu, estender a m\u00e3o solid\u00e1ria, generosa e amorosa para servir ao mundo. Essa igreja tem serventia ao mundo, pois ela est\u00e1 \u00e0 servi\u00e7o de Deus, que se manifestou pela morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. E \u00e9 nessa perspectiva que ela \u00e9 um sinal da presen\u00e7a concreta de Deus em meio \u00e0s situa\u00e7\u00f5es nas quais tudo desmorona.<\/p>\n<p>Para terminar, convido para refletirmos na \u201clitania da esperan\u00e7a\u201d que faremos juntos, em respons\u00f3rio:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando as for\u00e7as se abatem&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Se \u00e9 noite e os pesadelos querem me dominar&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Na ang\u00fastia das tempestades&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Quando as l\u00e1grimas desejam ser meu alimento&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Se na caminhada eu ousar desistir&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Na saudade de um tempo de alegria&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Quando a voz estiver fraca para clamar&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>Se no abra\u00e7o o amor universal estiver ausente&#8230;<\/p>\n<p><strong>Creio na gra\u00e7a* de Deus que me fortalece.<\/strong><\/p>\n<p>In\u00eas de Fran\u00e7a Bento &amp; Alexandre Filordi.<\/p>\n<p>Extra\u00eddo de Culto Arte &#8211; celebrando a Vida.<\/p>\n<p>organizador Rubem Alves.<\/p>\n<p>* magia, no texto original.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desejo que o amor de Deus nos conduza e nos anime a vivermos a vida no presente e na esperan\u00e7a da vida eterna no provir. Am\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Pastor Eloir Enio Weber<\/p>\n<p>S\u00e3o Leopoldo \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien)<\/p>\n<p><a href=\"mailto:eloir@sinodal.com.br\">eloir@sinodal.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PEN\u00daLTIMO DOMINGO DO ANO ECLESI\u00c1STICO | 14 de novembro de 2021 | Texto: Daniel 12.1-3 | Eloir Enio Weber | Que a gra\u00e7a e a paz do Deus que \u00e9 Pai, Filho, Esp\u00edrito Santo esteja conosco e que essa presen\u00e7a nos d\u00ea a esperan\u00e7a da vida eterna. H\u00e1 um poema, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cN\u00e3o tenho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6103,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26,2,157,108,432,808,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-6148","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-daniel","category-at","category-beitragende","category-current","category-eloir-weber","category-kapitel-12-chapter-12-daniel","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6148"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6148\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6149,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6148\/revisions\/6149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6148"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=6148"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=6148"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=6148"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=6148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}