{"id":6957,"date":"2022-02-08T11:24:57","date_gmt":"2022-02-08T10:24:57","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=6957"},"modified":"2022-02-08T11:24:57","modified_gmt":"2022-02-08T10:24:57","slug":"1-corintios-15-12-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/1-corintios-15-12-20\/","title":{"rendered":"1 Cor\u00edntios 15. 12-20"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>PR\u00c9DICA PARA O SEXTO DOMINGO AP\u00d3S EPIFANIA \u2013 13 DE FEVEREIRO DE 2022 | Texto b\u00edblico: 1 Cor\u00edntios 15. 12-20 | Ricardo Brosowski |<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos ao sexto domingo ap\u00f3s a Epifania! O termo \u201cepifania\u201d vem do grego e significa \u201capari\u00e7\u00e3o\u201d. Pode-se dizer que a epifania \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o de Deus no mundo atrav\u00e9s da pessoa de Jesus Cristo e de sua obra. A Epifania \u00e9 celebrada ap\u00f3s o Natal. Estamos longe do dia de finados (2 de Novembro)! A P\u00e1scoa ainda demora mais de dois meses! Por\u00e9m, hoje refletimos sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o. Estranho, falar de ressurrei\u00e7\u00e3o fora desses dias, onde esse \u00e9 um ponto principal? Sim, mas \u00e9 Domingo, dia do Senhor! E falar sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o sempre \u00e9 lembrar de um sustent\u00e1culo fundamental da f\u00e9 crist\u00e3 e de toda a sua esperan\u00e7a, an\u00fancio e viv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, essa esperan\u00e7a crist\u00e3, por vezes, passa desapercebida na vida do crist\u00e3o. O motivo disso se d\u00e1 na vis\u00e3o incompleta que o ser humano, tamb\u00e9m o crist\u00e3o, tem da sua vida. Temos uma facilidade tremenda em nos envolver com o aqui e o agora. Mesmo o mundo religioso contempor\u00e2neo tem ca\u00eddo na armadilha de supervalorizar esse aqui e agora, e, em in\u00fameros casos, tem desprezado a escatologia \u2013 os eventos futuros, pela exacerba\u00e7\u00e3o dos sentimentos, conquistas (pr\u00f3prias), viv\u00eancias do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u201c<em>coachiza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d da f\u00e9, s\u00f3 mostra a fal\u00eancia daquilo que aparenta ser esperan\u00e7a; confiar apenas nas pr\u00f3prias for\u00e7as n\u00e3o conduz a lugar nenhum, a n\u00e3o ser desgra\u00e7a. Experimentar apenas as emo\u00e7\u00f5es ef\u00eameras que o ser humano possui, leva a crises exist\u00eancias gigantescas. As alegrias s\u00e3o passageiras, os elogios interesseiros, etc. Diante disso vem a pergunta: onde encontrar for\u00e7as para manter a esperan\u00e7a humana realmente, viva?<\/p>\n\n\n\n<p>Convido para lermos o texto de 1 Cor\u00edntios 15.12-20&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Corinto era a capital da prov\u00edncia da Acaia, uma cidade imponente, importante e com ares cosmopolitas. Ela foi destru\u00edda no s\u00e9culo II a.C, e refundada no ano de 44 a.C. A comunidade desta cidade surgiu um s\u00e9culo ap\u00f3s essa refunda\u00e7\u00e3o. A cultura multiversa de Corinto pode ser percebida tamb\u00e9m dentro da comunidade, que \u00e9 formada por crist\u00e3os que vieram tanto do mundo judaico, quanto do gent\u00edlico. Era uma comunidade formada por homens e mulheres; pobres e ricos; jovens, velhos e adultos. Enfim, a comunidade de Corinto tem todos os tra\u00e7os de uma comunidade normal (como as nossas hoje em dia).<\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo 15 da primeira carta de Paulo aos Cor\u00edntios, possui uma esp\u00e9cie de testamento do ap\u00f3stolo. O pesquisador Udo Schnelle diz que \u201cPaulo desenvolve aqui, a partir do credo da Sexta-feira Santa e da P\u00e1scoa, os eventos finais da <em>parousia<\/em> (volta) do Senhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquilo que difere a vida de Jesus Cristo da vida dos outros seres humanos \u00e9 apresentada de modo l\u00f3gico: Morreu, como dizem as Escrituras; foi sepultado; ressuscitou, como dizem as Escrituras; apareceu para alguns disc\u00edpulos.<\/p>\n\n\n\n<p>A vida religiosa tem como algo constante a morte de seus membros seguida do sepultamento. A ideia da morte como sendo certa alimenta um medo como nenhum outro tema dentro da exist\u00eancia humana. Ningu\u00e9m consegue explicar, de modo satisfat\u00f3rio aquilo que ocorre durante e ap\u00f3s a morte. Talvez n\u00e3o seja satisfat\u00f3rio dizer que a morte \u00e9 o maior problema humano; contudo, \u00e9 sim o seu maior mist\u00e9rio! Em grande medida a tentativa que n\u00e3o refletirmos sobre ela, de n\u00e3o meditarmos sobre o que adv\u00e9m com a sua chegada, faz com que, tamb\u00e9m n\u00e3o reflitam os sobre bases imprescind\u00edveis da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos academias cheias de pessoas, rem\u00e9dios cada vez mais avan\u00e7ados (quase milagrosos), uma tentativa de rejuvenescimento \u2013 quase retardante, por vezes \u2013 infundada, cremes de rejuvenescimento que prometem a aus\u00eancia de rugas, inje\u00e7\u00f5es de toxina botul\u00ednica, cirurgias pl\u00e1sticas, harmoniza\u00e7\u00f5es faciais, criog\u00eanese. Essas s\u00e3o, em \u00faltima an\u00e1lise, uma tentativa de alcan\u00e7ar a eternidade. Mesmo que essa eternidade se acabe a qualquer momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na antiguidade era comum a ideia de, &nbsp;que quando a morte chegava, o corpo morria, contudo, a alma ficava livre para efetivar sua participa\u00e7\u00e3o no eterno. O fil\u00f3sofo e imperador romano Marco Aur\u00e9lio disse: \u201cA morte liberta a nossa alma, pois o corpo \u00e9 sua pris\u00e3o\u201d. J\u00e1 o fil\u00f3sofo Plat\u00e3o, ao falar das \u00faltimas horas de vida de seu mestre S\u00f3crates, diz que a alma subsiste \u00e0 morte do corpo. Inclusive a alma j\u00e1 existia antes mesmo do corpo, e ao nascer com o corpo, chega a um mundo imperfeito e prec\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Como podemos perceber, em alguns momentos da hist\u00f3ria existe um apre\u00e7o ao corpo em detrimento \u00e0 alma, como vemos na atualidade. A busca da imortalidade est\u00e1 na conserva\u00e7\u00e3o material do corpo. Em outros momentos, como no mundo dos antigos fil\u00f3sofos, h\u00e1 um desprezo pelo corpo e um apego \u00e0 alma, como sin\u00f4nimo de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa divis\u00e3o \u00e9 combatida pelo Ap\u00f3stolo Paulo. O ser humano morre inteiro (corpo e alma) e inteiro (corpo e alma) ressuscitar\u00e1! Contudo, essa mensagem de ressurrei\u00e7\u00e3o, em muitos casos, parece estar meio distante da realidade das pessoas. Se n\u00e3o conseguimos compreender coisas que ocorrem cotidianamente, como a morte \u2013 ainda mais em tempos de pandemia &#8211; como compreender a ideia da ressurrei\u00e7\u00e3o, a qual n\u00e3o testemunhamos com os nossos olhos?<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos assim, o maior testemunho que a Igreja Crist\u00e3 tem a oferecer \u00e0 sociedade e \u00e0 vida das pessoas \u00e9 a mensagem da ressurrei\u00e7\u00e3o! E tudo isso, por ela n\u00e3o se basear nas for\u00e7as humanas, que t\u00eam se mostrado falhas, tentativa ap\u00f3s tentativa. A ressurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 baseada no conte\u00fado da vida e obra de Jesus Cristo: \u201cse ele ressuscitou, \u00e9 certo que n\u00f3s tamb\u00e9m ressuscitaremos. Claro que mundo do Novo Testamento n\u00e3o conseguiu compreender isso. N\u00f3s tamb\u00e9m temos essa dificuldade.<\/p>\n\n\n\n<p>Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) reflete em sua obra \u201cJesus de Nazar\u00e9\u201d, que, ainda que se tire a ideia de ressurrei\u00e7\u00e3o do \u00e2mago da tradi\u00e7\u00e3o e \u00e9tica humanas, a f\u00e9 crist\u00e3 ainda teria muito a contribuir sobre a vis\u00e3o de quem \u00e9 Deus e quem \u00e9 o ser humano, sobre como as coisas s\u00e3o e como elas deveriam ser. Contudo essa tradi\u00e7\u00e3o e \u00e9tica possuiriam uma f\u00e9 morta. Sem a ressurrei\u00e7\u00e3o a f\u00e9 crist\u00e3 seria apenas uma filosofia de vida. Assim, Jesus seria uma personagem como outro qualquer, que possui certa grandeza, mas, por permanecer em ares apenas humanos, seria uma personagem falida.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando isso ocorre, a mensagem de Jesus Cristo apenas \u00e9 considerada quando convence aquele que ouve; quando pode ser compreendida e comprovada pela racionalidade falha que o ser humano possui; ou, ainda pior, quando a mensagem \u00e9 \u00fatil para algu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se abdica da ressurrei\u00e7\u00e3o, se abdica do conhecimento do pr\u00f3prio Cristo. Filipe Melanchthon, humanista da \u00e9poca da Reforma, &nbsp;afirma: \u201cConhecer a Cristo significa conhecer os seus benef\u00edcios\u201d. Quem \u00e9 esse Cristo? Quais s\u00e3o seus benef\u00edcios?<\/p>\n\n\n\n<p>O texto b\u00edblico nos aponta dois.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Liberta\u00e7\u00e3o dos pecados!<\/p>\n\n\n\n<p>O ser humano est\u00e1 afastado de Deus por causa do pecado. Esse pecado leva a morte e a condena\u00e7\u00e3o. Jesus Cristo \u00e9 o elo que liga Deus ao ser humano. Essa liga\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 feita por obra humana, mas por obra divina. Paulo faz uma correla\u00e7\u00e3o entre a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e a liberta\u00e7\u00e3o dos pecados. Assim, podemos dizer que, negar a ressurrei\u00e7\u00e3o torna a prega\u00e7\u00e3o e mesmo a confiss\u00e3o de pecados nula e vazia. Afinal, a consuma\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o dos pecados, que sinaliza esperan\u00e7a de vida para o ser humano, \u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Se Cristo n\u00e3o tivesse ressuscitado ainda estar\u00edamos perdidos em nossos pecados, ego\u00edsmos, crises e dores.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem a concretiza\u00e7\u00e3o desse perd\u00e3o dos pecados e a liberta\u00e7\u00e3o que isso gera, o ser humano seria levado ao desespero. E esse desespero se mostraria no vazio de sentido e esperan\u00e7a, conduzindo ao t\u00e9dio, apatia e aliena\u00e7\u00e3o generalizadas. Sem a concretiza\u00e7\u00e3o do perd\u00e3o, pela ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, o ser humano estaria condenado a contar apenas com suas pr\u00f3prias for\u00e7as, que s\u00e3o poucas, insuficientes e falidas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A eternidade verdadeira!&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 verdade que em boa medida, parte da &nbsp;cultura mundial se d\u00e1 como heran\u00e7a do mundo judaico-crist\u00e3o. Nossas leis, nossa constitui\u00e7\u00e3o, nossos costumes, as festas (como o Natal e a P\u00e1scoa) s\u00e3o celebradas at\u00e9 por n\u00e3o crist\u00e3os. Ningu\u00e9m nega que elas s\u00e3o uma heran\u00e7a boa que marca de forma positiva a vida do mundo. Mesmo assim, elas n\u00e3o conseguem imprimir no mundo a marca da eternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas continuam tentando al\u00e7ar essa tal eternidade atrav\u00e9s de suas for\u00e7as. T\u00e9cnicas, medicamentos, exerc\u00edcios, que s\u00e3o saud\u00e1veis (e devem ser praticados). Entretanto, eles apenas d\u00e3o sa\u00fade e retardam o envelhecimento. N\u00e3o concedem a t\u00e3o sonhada imortalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A esperan\u00e7a n\u00e3o pode ser depositada no pr\u00f3prio humano. Ela \u00e9 <em>extra nos<\/em>, \u00e9 de fora! A esperan\u00e7a de eternidade vem n\u00e3o como conquista, mas como gra\u00e7a, como presente. E ela tamb\u00e9m se concretiza na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>Negar a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 negar o eixo que faz a f\u00e9 crist\u00e3 ser t\u00e3o atrativa. Se a esperan\u00e7a da vida eterna e vida ap\u00f3s a morte \u00e9 desfeita pela n\u00e3o efetiva\u00e7\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o, nenhuma esperan\u00e7a resta. Sem essa esperan\u00e7a, o ser humano encontra apenas consigo mesmo e com sua total desgra\u00e7a. A ideia de desesperan\u00e7a pode ser traduzida como uma \u201cdoen\u00e7a\u201d humana, na qual ele percebe que n\u00e3o consegue realizar-se a si mesmo, nem mesmo possui algo que possa o realizar. Negar a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 viver a morte do eu \u2013 tanto na iman\u00eancia quanto na transcend\u00eancia. Negar a ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, assinar o atestado de finitude, insufici\u00eancia e desequil\u00edbrio humanos, como sendo a \u00faltima alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, sempre podemos recorrer aos credos que sintetizam a f\u00e9 da Igreja: Credo Apost\u00f3lico \u2013 \u201ccreio&#8230;na ressurrei\u00e7\u00e3o do corpo e na vida eterna\u201d; Credo Niceno \u2013 \u201cconfesso&#8230;e espero a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos e a vida eterna\u201d; Credo Atanasiano \u2013 \u201c\u00e0 sua chegada todos os homens devem ressuscitar com seus corpos e v\u00e3o prestar contas de seus pr\u00f3prios atos\u201d. Essa \u00e9 a f\u00e9 da Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma f\u00e9 morta, \u00e9 uma f\u00e9 viva, pois contempla em sua totalidade, a esperan\u00e7a da ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 e do perd\u00e3o dos pecados, pois como crist\u00e3os, cremos que a pessoa de Cristo, morreu, foi sepultado e ressuscitou. E vivemos na promessa de que esse tamb\u00e9m ser\u00e1 o nosso destino: morrer, ser sepultado e ressuscitar.<\/p>\n\n\n\n<p>Que essa esperan\u00e7a baseia nossos atos, pensamentos e palavras. Am\u00e9m. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;<\/p>\n\n\n\n<p>Pastor Ricardo Brosowski<\/p>\n\n\n\n<p>Campo Novo do Parecis \u2013 Mato Grosso (Brasilien)<\/p>\n\n\n\n<p>brosowski_ric@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O SEXTO DOMINGO AP\u00d3S EPIFANIA \u2013 13 DE FEVEREIRO DE 2022 | Texto b\u00edblico: 1 Cor\u00edntios 15. 12-20 | Ricardo Brosowski | Chegamos ao sexto domingo ap\u00f3s a Epifania! 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