{"id":7635,"date":"2022-04-09T00:01:00","date_gmt":"2022-04-08T22:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=7635"},"modified":"2022-04-08T20:55:17","modified_gmt":"2022-04-08T18:55:17","slug":"lucas-23-33-49","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/lucas-23-33-49\/","title":{"rendered":"Lucas 23.33-49"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">PR\u00c9DICA PARA A SEXTA-FEIRA DA PAIX\u00c3O | 15 de abril de 2022 | Texto de pr\u00e9dica:\u00a0Lucas 23.33-49 | Vitor Hugo Schell |<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Salva-te e a n\u00f3s tamb\u00e9m<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O quadro pintado pelo texto indicado para a pr\u00e9dica da pr\u00f3xima sexta-feira, sexta da Paix\u00e3o, tem como motivo principal a crucifica\u00e7\u00e3o e as diversas rea\u00e7\u00f5es de seus expectadores. Zombaria, esc\u00e1rnio, confiss\u00e3o, lamento e contempla\u00e7\u00e3o s\u00e3o ali retratados. O texto do profeta Os\u00e9ias, indicado para a leitura b\u00edblica, aponta para a obstina\u00e7\u00e3o do povo de Deus e para a cura por ele mesmo providenciada. Em foco est\u00e3o o reconhecimento de culpa e a busca pela face do Senhor (cf. Os 5.15). A ferida feita \u00e9 ferida que ser\u00e1 sarada. No texto de pr\u00e9dica o ferido \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, sobre quem se pergunta se seria, de fato, o Cristo de Deus. A ferida \u00e9 assumida por ele no monte Calv\u00e1rio e nele est\u00e1 dispon\u00edvel a cura a todas as pessoas, em todos os tempos. Em Lucas misturam-se na cena aqueles que reconhecem sua pr\u00f3pria culpa e enxergam na face do crucificado o pr\u00f3prio Senhor enquanto outros se negam a faz\u00ea-lo. J\u00e1 o texto de Hebreus 4.14-16, tamb\u00e9m indicado para a leitura b\u00edblica, convida, por sua vez, a chegarmo-nos junto ao trono da gra\u00e7a de Deus, onde se encontra o sacerdote que se compadece de nossas fraquezas (cf. Hb 4.16), o qual \u00e9 Jesus, o Cristo de Deus sofredor, fraco, angustiado e tentado, que por\u00e9m sem pecado e obediente no sofrimento, foi feito pelo pr\u00f3prio Deus&nbsp;<em>\u201c[a]utor da salva\u00e7\u00e3o eterna para todos os que lhe obedecem\u201d<\/em>&nbsp;(cf. Hb 5.9). Convido a que leiamos o texto de Lucas 23.33-49.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leitura do Texto:&nbsp;<\/strong><strong>Lucas 23.33-49<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jesus fora julgado de forma nada imparcial e condenado \u00e0 cruz como criminoso. Com isso a multid\u00e3o de Judeus e suas autoridades, aliada aos romanos, estava satisfeita. A opini\u00e3o de Caif\u00e1s, relatada pelo evangelista Jo\u00e3o, representa bem o pensamento da lideran\u00e7a judaica:&nbsp;<em>\u201c[N]em considerais que vos conv\u00e9m que morra um s\u00f3 homem pelo povo, e que n\u00e3o venha a perecer toda a na\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>&nbsp;(Jo 11.50). Levado ao Calv\u00e1rio e crucificado, Jesus morre, enfim, por conveni\u00eancia. Ironicamente, Caif\u00e1s acaba afirmando que a morte de Jesus aconteceria por toda a na\u00e7\u00e3o. Ainda que a preocupa\u00e7\u00e3o de Caif\u00e1s se limite ao momento pol\u00edtico espec\u00edfico, o evangelista Jo\u00e3o faz o mesmo que o evangelista Lucas no texto da pr\u00e9dica: ambos olham para al\u00e9m, para o significado amplo e decisivo do que est\u00e1 acontecendo com Jesus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expectativas frustradas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lucas descreve a maneira como o evento \u00e9 encarado por diversos grupos. Por detr\u00e1s de zombaria e esc\u00e1rnio apresenta-se a pergunta decisiva: Poderia ser Jesus de Nazar\u00e9 o Cristo, o ungido de Deus (cf. v. 35)? A pergunta pelas credenciais de Jesus permeia o relato dos quatro evangelhos. Como um malfeitor condenado e crucificado entre outros dois criminosos poderia ser o Cristo? Enfatizando o esc\u00e1rnio sofrido, o sorteio de suas vestes e a zombaria por parte das autoridades presentes, Lucas faz o leitor atento lembrar de que tudo isso j\u00e1 estava nos planos de Deus. Palavras do Antigo Testamento lan\u00e7am luz sobre esses planos, concretizados no evento que agora \u00e9 testemunhado. Claro que isso s\u00f3 enxergam os olhos da f\u00e9! As personagens presentes na hora da crucifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o descritas como senhores da situa\u00e7\u00e3o e a ironia \u00e9 que Lucas mostra que justamente na zombaria e no esc\u00e1rnio, fazem cumprir o plano de Deus.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como nos outros evangelhos, tamb\u00e9m em Lucas \u00e9 preciso enxergar que Jesus n\u00e3o vai ao encontro de expectativas e interesses que limitam seu Reino \u00e0 perspectiva humana imediatista, ego\u00edsta e utilitarista, para dizer o m\u00ednimo. Mas n\u00e3o s\u00e3o somente as autoridades judaicas e romanas que t\u00eam uma vis\u00e3o equivocada sobre o que Jesus deveria fazer. Vemos nos evangelhos que os pr\u00f3prios disc\u00edpulos se mostram, por vezes, totalmente afastados dos prop\u00f3sitos de seu mestre. Ele parece frustrar suas expectativas! O evangelista Marcos, por exemplo, faz quest\u00e3o de mostrar qu\u00e3o insistentes eles s\u00e3o, a caminho de Jerusal\u00e9m, em sua \u00e2nsia por poder pol\u00edtico, dom\u00ednio e benef\u00edcios para o agora (basta lermos com aten\u00e7\u00e3o os cap\u00edtulos 8, 9 e 10 de Marcos) enquanto Jesus fala de sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ser reconhecido como Cristo, Jesus deveria, ent\u00e3o, salvar a si mesmo, seguindo a mesma l\u00f3gica que governa este mundo. N\u00e3o \u00e9 a si mesmo, por\u00e9m, que Jesus quer salvar. Sua l\u00f3gica \u00e9 a do Reino, da entrega e do servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo (compare Lc 9.23ss.). Somente na sua entrega est\u00e1 a nossa salva\u00e7\u00e3o!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00f3 mais um crucificado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deixando de lado a multid\u00e3o e os diversos grupos de espectadores por um momento, Lucas procura mostrar nos vv. 39-43 de que maneira o acontecimento torna-se em um confronto pessoal que leva inevitavelmente a um posicionamento de f\u00e9. Tamb\u00e9m um dos ladr\u00f5es ao lado de Jesus \u00e9 deflagrado em sua vis\u00e3o equivocada sobre o Messias. A resposta \u00e0 pergunta pela identidade de Jesus marca tamb\u00e9m a hora final dos dois criminosos crucificados ao seu lado. \u00c9 preciso perceber que o servi\u00e7o prestado por Jesus n\u00e3o \u00e9 como qualquer favor que possamos, de alguma forma prestar a algu\u00e9m. Disc\u00edpulos de Jesus servem porque foram servidos por Ele, que sendo Deus serviu em primeiro lugar (compare Fp 2.6-7). Disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus s\u00e3o como o criminoso perdoado ao lado de Jesus. A diferen\u00e7a \u00e9 que tiveram tempo para viver um pouco mais e que, no tempo que lhes resta, vivem em gratid\u00e3o a quem lhes salvou.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o feito por Jesus na cruz n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo por nenhum outro pois Jesus \u00e9 o Cristo, o ungido de Deus. A senten\u00e7a que desgra\u00e7a a vida do criminoso na cruz ao lado n\u00e3o \u00e9 por si s\u00f3 o que lhe serve como for\u00e7a propulsora para o favorecimento, como uma esp\u00e9cie de \u201cpurgat\u00f3rio\u201d, que o isenta da necessidade do que apenas o Messias pode lhe oferecer. Sofrer como pecador \u00e9 resultado \u00f3bvio! O que n\u00e3o \u00e9 obvio \u00e9 que o justo sofra daquela forma (veja o v. 41). E \u00e9 essa a injusti\u00e7a que Jesus encara. Jesus de Nazar\u00e9 n\u00e3o \u00e9 apenas mais um crucificado entre tantos outros crucificados do mundo e isso precisa ser reconhecido. Ele \u00e9 o Messias, o Filho de Deus. A partir disso \u00e9 necess\u00e1rio dizer que tamb\u00e9m quem n\u00e3o tem mais a esperan\u00e7a de \u201cdescer da cruz\u201d para poder realizar qualquer servi\u00e7o, quem n\u00e3o tem mais tempo para qualquer boa obra que \u201climpe sua barra\u201d diante dos seus e da sociedade, tem seu destino decidido pelo confronto pessoal com o Jesus crucificado, em quem os olhos da f\u00e9 podem enxergar o ungido de Deus, o caminho para estar \u201choje mesmo\u201d no para\u00edso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O evento decisivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o relato aponta para o significado do evento da cruz bem para al\u00e9m de opini\u00f5es pessoais. Certo \u00e9 que o \u201cespet\u00e1culo\u201d assistido n\u00e3o&nbsp;&nbsp;trata de um evento isolado, resultante apenas de mais uma arbitrariedade do governo romano em parceria com as lideran\u00e7as judaicas, nem de um evento meramente \u00edntimo, que faz diferen\u00e7a apenas no cora\u00e7\u00e3o de um criminoso arrependido que na hora final, sem outra alternativa, investe todas as suas fichas no mestre Jesus. Lucas relata a consterna\u00e7\u00e3o e o lamento dos espectadores, os sinais no cosmos e no Templo, que acompanham a crucifica\u00e7\u00e3o de Jesus e apontam para sua abrang\u00eancia e centralidade na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>No v. 46 lemos que Jesus entrega-se inteiramente nas m\u00e3os do Pai. Sua obra est\u00e1 realizada. Ainda antes o sol se escurece e o v\u00e9u do santu\u00e1rio se rompe. Existe algo a mais, para al\u00e9m da esfera de dom\u00ednio daqueles que se pensam no controle da situa\u00e7\u00e3o. Lucas relata um fato que convida \u00e0 f\u00e9. Responder positivamente ao convite significa colocar-se em sintonia com os planos de Deus que acontecer\u00e3o, por fim, quer queiram ou n\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o em f\u00e9 da pessoa de Jesus por parte de alguns ou a zombaria e descren\u00e7a por parte de outros que torna o evento relevante, como se a f\u00e9 produzisse um sentimento bonito que faz ver algo onde nada existe. Para Lucas os eventos fazem parte da hist\u00f3ria universal e seu testemunho \u00e9 relato do ponto alto da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o de Deus que acontece no Calv\u00e1rio e confronta a todas as pessoas. Para ele n\u00e3o \u00e9 assim que \u201cf\u00e9 cada um tem a sua e sobre religi\u00e3o a gente n\u00e3o discute!\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relato nos chama a um posicionamento frente ao que acontece com o Cristo de Deus, o salvador dos pecadores, o m\u00e9dico que veio para os que est\u00e3o doentes (compare Lc 5.31-32) e que assume a morte sobre si mesmo. O posicionamento frente \u00e0 sua pessoa, a confiss\u00e3o de que ele \u00e9 o Cristo (compare 1Jo 2.22) decide tanto de que forma viveremos adiante \u201choje mesmo\u201d quanto se, ao findar nossa vida por aqui, estaremos ou n\u00e3o com ele no para\u00edso. Jesus n\u00e3o deixa o criminoso confesso (veja o v. 41), o pecador que sobre ele coloca sua confian\u00e7a sem sua palavra de esperan\u00e7a, sem sua promessa que faz olhar adiante! Jesus n\u00e3o deixa aquele dia de trevas e pavor sem apontar para o que viria pela frente. Na sexta-feira de sua paix\u00e3o Jesus aponta para o terceiro dia, para o Domingo, para a ressurrei\u00e7\u00e3o. Que o Esp\u00edrito Santo nos conduza \u00e0 f\u00e9 em Jesus, a um posicionamento claro de f\u00e9 \u201choje mesmo\u201d e \u00e0 esperan\u00e7a na promessa da vida da ressurrei\u00e7\u00e3o. Am\u00e9m.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;<\/p>\n\n\n\n<p>P. Dr. Vitor Hugo Schell<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Bento do Sul \u2013 Santa Catarina (Brasilien)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"mailto:vitor.schell@flt.edu.br\">vitor.schell@flt.edu.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA A SEXTA-FEIRA DA PAIX\u00c3O | 15 de abril de 2022 | Texto de pr\u00e9dica:\u00a0Lucas 23.33-49 | Vitor Hugo Schell | Salva-te e a n\u00f3s tamb\u00e9m Introdu\u00e7\u00e3o: O quadro pintado pelo texto indicado para a pr\u00e9dica da pr\u00f3xima sexta-feira, sexta da Paix\u00e3o, tem como motivo principal a crucifica\u00e7\u00e3o e as diversas rea\u00e7\u00f5es de seus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5372,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38,157,853,108,264,303,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-7635","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lukas","category-beitragende","category-bibel","category-current","category-harald-malschitzky","category-kapitel-23-chapter-23","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7635"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7635\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7636,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7635\/revisions\/7636"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7635"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=7635"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=7635"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=7635"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=7635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}