{"id":7969,"date":"2022-05-09T18:12:04","date_gmt":"2022-05-09T16:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=7969"},"modified":"2022-05-09T18:12:29","modified_gmt":"2022-05-09T16:12:29","slug":"7969-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/7969-2\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o 13.31-35"},"content":{"rendered":"<h3>PR\u00c9DICA JO\u00c3O PARA O 5\u00ba DMINGO DE P\u00c1SCOA | 15 DE MAIO DE 2022 | Texto da pr\u00e9dica: Jo\u00e3o 13.31-35 | Anelise Lengler Abentroth |<\/h3>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>TEXTOS LEITURAS: SALMO 148, APOCALIPSE 21.1-6\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Hoje quero iniciar esta prega\u00e7\u00e3o com uma pergunta diferente: \u201cO que voc\u00ea gostaria que fosse escrito na sua l\u00e1pide, em sua sepultura?\u201d Qual a mem\u00f3ria que voc\u00ea gostaria que permanecesse para seus amados e amadas da sua trajet\u00f3ria de vida? Sei que n\u00e3o \u00e9 uma pergunta f\u00e1cil de responder.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Reunida com um grupo de adolescentes, perguntei com o que eles sonhavam em serem reconhecidos na vida? Uns queriam ser grandes atletas do futebol, reconhecidos mundialmente. Outros queria ser <em>rappers<\/em> famosos ou influenciadores digitais com milhares de seguidores, entre outras respostas. Questionei-os, ent\u00e3o, sobre qual teria sido o grande servi\u00e7o que prestariam \u00e0 humanidade com sua escolha. A maioria disse que nunca tinham pensado nisso. Queriam apenas fama, reconhecimento, dinheiro e uma vida de fortuna.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Evangelho de Jo\u00e3o, quando Judas saiu, Jesus disse que chegara a hora da natureza divina do Filho do Homem ser revelada. E por meio dele, a natureza gloriosa de Deus. Sempre que leio este texto, estranho o termo \u201cgloriosa\u201d. O que \u00e9 glorioso para n\u00f3s? O que temos glorificado, dado gl\u00f3rias?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio, gl\u00f3ria \u00e9 definida como fama obtida por a\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias, grandes servi\u00e7os prestados \u00e0 humanidade; brilho, esplendor, honra, homenagem. \u00c9 por isto que quando pensamos em gl\u00f3ria, logo lembramos dos holofotes, da m\u00eddia, da fama, de fortuna e poder. Assim sendo, o que essa compreens\u00e3o tem a ver com a natureza gloriosa revelada no Filho do Homem que foi perseguido, caluniado, tra\u00eddo, torturado e morto como inimigo p\u00fablico perigoso? N\u00e3o h\u00e1 uma grande contradi\u00e7\u00e3o em tudo isso?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mais uma vez, a gl\u00f3ria de Deus \u00e9 diferente da gl\u00f3ria que o mundo, a sociedade d\u00e1. \u00c9 o esc\u00e2ndalo da cruz que glorifica Jesus. Esse \u00e9 o grande feito em favor da humanidade, pois o oposto da morte, da derrota da cruz \u00e9 o amor que vivifica, que ressuscita, que permanece.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Decididamente, esse n\u00e3o \u00e9 um texto f\u00e1cil para n\u00f3s, pessoas do nosso tempo&#8230; N\u00e3o nos \u00e9 f\u00e1cil suportar as rea\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias, os xingamentos e difama\u00e7\u00f5es recebidos por meios virtuais ou presenciais, quando enfrentamos poderes estabelecidos injustos. Tamb\u00e9m n\u00e3o tem sido f\u00e1cil procurar reconciliar as diverg\u00eancias, os embates e at\u00e9 persegui\u00e7\u00f5es existentes nas fam\u00edlias, nas comunidades, nos grupos sociais. Nosso medo, nossa fraqueza, nossa dureza de cora\u00e7\u00e3o, tem causado muito sofrimento. Martin Luther King, certa vez disse: \u201cO que me preocupa n\u00e3o \u00e9 o grito dos maus. \u00c9 o sil\u00eancio dos bons.\u201d Por\u00e9m, como saber quem s\u00e3o os bons e quem s\u00e3o os maus?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A partir do Evangelho lido, fica claro que quem vive a partir da gl\u00f3ria da nossa sociedade tem outra \u00e9tica. Experimenta e busca vit\u00f3rias, ac\u00famulo, competi\u00e7\u00e3o, intimida\u00e7\u00e3o dos outros. Por\u00e9m o minist\u00e9rio que levou Jesus a cruz nos indica outro caminho: a caminho do amor que sai de si mesmo, que vivifica, que faz ressuscitar. \u00c9 a \u00e9tica do amor fraterno. Ela \u00e9 capaz de curar cis\u00f5es, dispers\u00f5es, pois tem como caminho a empatia, o olhar amoroso, a compreens\u00e3o, o di\u00e1logo, o perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Madre Tereza de Calcut\u00e1 disse, certa vez: \u201cN\u00e3o \u00e9 o quanto fazemos, mas o amor que colocamos naquilo que fazemos. N\u00e3o \u00e9 quanto damos, mas quanto amor colocamos em dar.\u201d Portanto, fazemos por amor \u00e0s pessoas, \u00e0 natureza, ao bom conv\u00edvio da cria\u00e7\u00e3o de Deus nas mais diferentes formas, jeitos, culturas e cores. Madre Tereza desnuda nossa falta de amorosidade e nosso cora\u00e7\u00e3o materialista quando diz: \u201cO senhor n\u00e3o daria banho num leproso nem por um milh\u00e3o de d\u00f3lares? Eu tamb\u00e9m n\u00e3o! S\u00f3 por amor se pode dar banho em um leproso.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Agora, gostaria de ampliar esta pergunta que fiz no in\u00edcio e faz\u00ea-la para a Comunidade: \u201cComo n\u00f3s gostar\u00edamos que nossa Comunidade fosse reconhecida?\u201d Quais as marcas que temos deixado na vida do povo? Queremos ser reconhecidos pela pureza de nossa doutrina, pelas nossas tradi\u00e7\u00f5es, pelas nossas belas constru\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Madre Tereza completa, colocando o mais genu\u00edno Evangelho: \u201cNo final de nossas vidas n\u00e3o seremos julgados pelos muitos diplomas, por quanto dinheiro fizemos ou por quantas coisas grandes realizamos. Seremos julgados pelo \u201cEu tive fome e voc\u00ea me deu de comer, estava nu e me vestiu. Eu tinha casa e voc\u00ea me abrigou.\u201d O amor fraterno n\u00e3o \u00e9 ego\u00edsta, nem corporativo, nem excludente. Ele \u00e9 solid\u00e1rio, coletivo, acolhedor e justo. Ele \u00e9 a for\u00e7a transformadora das rela\u00e7\u00f5es e da realidade de sofrimento e injusti\u00e7as que vivemos. Anunciemos este amor n\u00e3o somente em palavras, mas em atitudes que transformam a realidade das minorias, dos grupos e das pessoas que sofrem pela sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, social, de ra\u00e7a, g\u00eanero ou religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A morte foi vencida! Essa certeza de f\u00e9 nos faz resistir, pois Cristo se faz presente por meio das atitudes solid\u00e1rias de amor. E respondendo \u00e0 pergunta inicial, eu gostaria de ter escrito na minha l\u00e1pide: \u201cAqui jaz ela que recebeu o Amor e partilhou em seu viver.\u201d Am\u00e9m<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">___<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Pa.em. Anelise Lengler Abentroth<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Santa Cruz do Sul \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"mailto:anelisevilmar@gmail.com\">anelisevilmar@gmail.com<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA JO\u00c3O PARA O 5\u00ba DMINGO DE P\u00c1SCOA | 15 DE MAIO DE 2022 | Texto da pr\u00e9dica: Jo\u00e3o 13.31-35 | Anelise Lengler Abentroth | TEXTOS LEITURAS: SALMO 148, APOCALIPSE 21.1-6\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7970,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39,302,157,108,284,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-7969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-johannes","category-anelise-lengler-abentroth","category-beitragende","category-current","category-kapitel-13-chapter-13-johannes","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7969"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7969\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7972,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7969\/revisions\/7972"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7969"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=7969"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=7969"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=7969"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=7969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}