{"id":8359,"date":"2022-05-31T16:02:46","date_gmt":"2022-05-31T14:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/theologie.whp.uzh.ch\/apps\/gpi\/?p=8359"},"modified":"2022-05-31T14:17:50","modified_gmt":"2022-05-31T12:17:50","slug":"romanos-8-14-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/romanos-8-14-17\/","title":{"rendered":"Romanos 8 .14-17"},"content":{"rendered":"<h3>PR\u00c9DICA PARA O DOMINGO DE PENTECOSTES | 5 de junho de 2022 | Texto da pr\u00e9dica: Romanos 8. 14-17 | Leon\u00eddio Gaede |<\/h3>\n<p>Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, prezada comunidade<\/p>\n<p>Chegou a hora do serm\u00e3o. \u00c9 um momento de grande import\u00e2ncia no culto, especialmente para n\u00f3s luteranos, que costumamos dispor o p\u00falpito em lugar de destaque no altar. \u00c9 carregado de sentido porque tem a firme pretens\u00e3o de fazer a palavra de Deus se tornar uma palavra que admoesta e acalenta ao mesmo tempo. Fazer isto acontecer, fazer a palavra de Deus ser palavra dita para ti e para mim \u00e9 tarefa que s\u00f3 acontece com o toque do pr\u00f3prio Deus. \u201c<em>Creio que por minha pr\u00f3pria intelig\u00eancia ou capacidade, n\u00e3o posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, e nem chegar a ele. Mas o Esp\u00edrito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira f\u00e9<\/em>\u201d, explica Lutero no 3\u00ba Artigo do Credo Apost\u00f3lico. Se a seiva alimentadora, que corre em n\u00f3s, for o Esp\u00edrito de Deus, ent\u00e3o seremos filhos e filhas de sangue, isto \u00e9, de esp\u00edrito da matriz que nos gerou. Poderemos chamar esta matriz de \u201cAba\u201d e ent\u00e3o a sua palavra ser\u00e1 para n\u00f3s tanto admoesta\u00e7\u00e3o como alento.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o licen\u00e7a para come\u00e7ar com a admoesta\u00e7\u00e3o: tu \u00e9s um grande pecador, tu \u00e9s uma grande pecadora. Digo que \u00e9s grande porque inicias os relacionamentos com teus semelhantes com um grande pecado. \u00c9 claro, \u201cgrande pecado\u201d \u00e9 for\u00e7a de express\u00e3o.\u00a0 Pode se tratar de um relacionamento com um grande amigo ou uma grande amiga, mas tu insistes em inici\u00e1-lo com pecado. E \u00e9 com o pecado da mentira que o inicias! Sim, estou querendo dizer que somos t\u00e3o pecadores e pecadoras que, quando encontramos um amigo ou uma amiga, a primeira coisa que fazemos \u00e9 dizer-lhe uma \u201cgrande mentira\u201d. E o pior \u00e9 que recebemos o amigo ou a amiga de bra\u00e7os abertos com um largo sorriso no rosto e uma baita mentira. O nosso amigo ou nossa amiga se apressa para vir ao nosso encontro, e vem com uma pergunta digna de quem nos quer bem. A pergunta \u00e9 \u201c-Como vais?\u201d E n\u00f3s lhe devolvemos a mentira, dizendo: \u201c-Tudo bem, gra\u00e7as a Deus\u201d. Vejam s\u00f3: ainda temos a petul\u00e2ncia de misturar o nome de Deus. L\u00e1 se foram dois mandamentos: mentimos e usamos o nome de Deus em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Como ousas dizer, \u201cest\u00e1 tudo bem, gra\u00e7as a Deus\u201d? Esqueceste o pre\u00e7o da gasolina? Esqueceste o sal\u00e1rio insuficiente? Esqueceste os desentendimentos e desaven\u00e7as familiares? Como assim, \u201cest\u00e1 tudo bem\u201d? Esqueceste a guerra na Ucr\u00e2nia? Esqueceste a vida dif\u00edcil nos grandes campos de refugiados pelo mundo afora? Esqueceste a fome e a mis\u00e9ria nas periferias do mundo? Decididamente, tu recebes teu amigo e tua amiga pecando contra o s\u00e9timo e o segundo mandamentos, quando dizes \u201cest\u00e1 tudo bem, gra\u00e7as a Deus\u201d.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o, por\u00e9m, calma. At\u00e9 aqui trouxe a admoesta\u00e7\u00e3o. Vamos agora buscar alento na Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Todas as pessoas que s\u00e3o guiadas pelo Esp\u00edrito de Deus s\u00e3o filhas de Deus. Esta \u00e9 a primeira afirma\u00e7\u00e3o da palavra b\u00edblica de hoje (v14). Nossa filia\u00e7\u00e3o divina n\u00e3o se define pelo tipo de sangue que corre em nossas veias, mas pela seiva espiritual que inunda nossa alma. A resposta a todas as perguntas sobre as dores e os prazeres da vida j\u00e1 est\u00e1 dentro de n\u00f3s. Nossa resposta aos desafios da vida nasce de nosso interior de acordo com o esp\u00edrito que banha a nossa exist\u00eancia. A segunda frase que Paulo diz \u00e0 comunidade romana (v15) \u00e9 que ela n\u00e3o recebeu o esp\u00edrito de escravid\u00e3o para viver atemorizada, mas o esp\u00edrito de ado\u00e7\u00e3o que faz a gente chamar Deus de \u201cAba\u201d. O Esp\u00edrito da filia\u00e7\u00e3o divina n\u00e3o \u00e9, portanto, um tangedor que imp\u00f5e um caminho de uma servid\u00e3o que atemoriza. O Esp\u00edrito da filia\u00e7\u00e3o divina \u00e9 como se fosse uma combust\u00e3o que impulsiona para frente. \u201cO pr\u00f3prio Esp\u00edrito confirma ao nosso esp\u00edrito que somos filhos de Deus\u201d (v16), continua Paulo. Se assim \u00e9, ent\u00e3o o impulso que recebemos indicar\u00e1 a dire\u00e7\u00e3o e isto n\u00e3o precisar\u00e1 mais ser feito por um agente externo que exige conduta servi\u00e7al atemorizante. A filia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m garante heran\u00e7a. A pessoa torna-se herdeira de Aba, que \u00e9 a matriz de onde tudo flui, e coerdeira com Cristo, que definitivamente solucionou a dicotomia entre sofrimento e glorifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dediquemos um minuto a isso: a uni\u00e3o entre sofrimento e glorifica\u00e7\u00e3o. Nosso texto encerra com as palavras \u201ccom ele sofremos, para que tamb\u00e9m com ele sejamos glorificados\u201d. Quando julgamos o reino de Deus com os par\u00e2metros do mundo, aplicamos a equa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de resultados e conclu\u00edmos: precisamos sofrer para receber, como recompensa, a glorifica\u00e7\u00e3o. Jesus Cristo superou isso. Jesus Cristo disse, justamente quando Judas saiu para trai-lo: \u201c-Agora foi glorificado o Filho do Homem\u201d (Jo\u00e3o 13.31). A glorifica\u00e7\u00e3o se confunde com o processo da crucifica\u00e7\u00e3o. Com o evento protagonizado por Judas revela-se a verdadeira natureza humana do verbo que se tornou carne. A partir disso, a glorifica\u00e7\u00e3o dos filhos e filhas n\u00e3o \u00e9 mais endeusamento do humano, mas \u00e9 a humaniza\u00e7\u00e3o do divino. Por isso damos eco ao apelo: fa\u00e7a como Deus, vire gente!<\/p>\n<p>\u201cSe o esp\u00edrito de Deus se move em mim, eu canto, salto, corro, luto, &#8230; como o rei Davi\u201d, diz uma can\u00e7\u00e3o infantil. Penso que os sinais do reino de Deus s\u00e3o os impulsos que as pessoas recebem pelo Esp\u00edrito de Deus. Existe sim, por outro lado, a tarefa de denunciar pecados e expressar o Kyrie Eleison. Este n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, o assunto da palavra b\u00edblica de hoje. Ela nos convida a testemunhar o esp\u00edrito de filia\u00e7\u00e3o a Deus em nosso campo de atua\u00e7\u00e3o. Por isso digo agora, no final desta pr\u00e9dica, o contr\u00e1rio do que disse l\u00e1 no in\u00edcio: tu n\u00e3o \u00e9s um grande mentiroso, tu n\u00e3o \u00e9s uma grande mentirosa, quando recebes teu amigo ou tua amiga de bra\u00e7os abertos com um largo sorriso no rosto, dizendo que est\u00e1 tudo bem, gra\u00e7as a Deus. Essa acolhida de bra\u00e7os abertos e esse sorriso largo \u00e9 a express\u00e3o de que estamos conscientes dos grandes problemas que tem o mundo ao nosso redor. Por isso abra\u00e7amo-nos conscientes de que o esp\u00edrito de Aba pulsa em n\u00f3s e por isso est\u00e1 tudo bem, gra\u00e7as a Deus!<\/p>\n<p>Quando nosso destino \u00e9 uma bela cidade onde vamos encontrar pessoas amigas e parentes, devemos sim, reparar as curvas, as condi\u00e7\u00f5es do pavimento, da sinaliza\u00e7\u00e3o e demais quest\u00f5es que dizem respeito ao trecho da estrada que percorremos. A estrada n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, o nosso destino. A express\u00e3o po\u00e9tica \u201ccaminheiro, o caminho se faz ao andar\u201d apresenta o caminho como lugar da estrat\u00e9gia para chegar. O caminho n\u00e3o \u00e9 apresentado como destino. Assim, na vida n\u00e3o podemos substituir aquilo que <strong>verdadeiramente \u00e9<\/strong> por aquilo que eventualmente <strong>est\u00e1 sendo<\/strong>. Convido, por isso, todos os irm\u00e3os e todas as irm\u00e3s para que mintam muitas vezes e o fa\u00e7am conscientemente sempre quando acolherem um amigo ou uma amiga em um afetuoso abra\u00e7o e um largo sorriso. Quando o Esp\u00edrito de Deus se move em n\u00f3s damos sempre a garantia de que est\u00e1 tudo bem, gra\u00e7as a Deus, a todas as pessoas que temos a oportunidade de agasalhar com o nosso abra\u00e7o e sorriso. Que assim seja! Am\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>P.Leon\u00eddio Gaede<\/p>\n<p>Itati \u2013 Rio Grande do Sul (Brasilien)<\/p>\n<p><a href=\"mailto:leonidiogaede@hotmail.com\">leonidiogaede@hotmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PR\u00c9DICA PARA O DOMINGO DE PENTECOSTES | 5 de junho de 2022 | Texto da pr\u00e9dica: Romanos 8. 14-17 | Leon\u00eddio Gaede | Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s, prezada comunidade Chegou a hora do serm\u00e3o. \u00c9 um momento de grande import\u00e2ncia no culto, especialmente para n\u00f3s luteranos, que costumamos dispor o p\u00falpito em lugar de destaque [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41,157,108,447,416,3,112,109],"tags":[],"beitragende":[],"predigtform":[],"predigtreihe":[],"bibelstelle":[],"class_list":["post-8359","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-roemer","category-beitragende","category-current","category-kapitel-08-chapter-08-roemer","category-leonidio-gaede","category-nt","category-port","category-predigten"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8359"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8360,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8359\/revisions\/8360"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8359"},{"taxonomy":"beitragende","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/beitragende?post=8359"},{"taxonomy":"predigtform","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtform?post=8359"},{"taxonomy":"predigtreihe","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/predigtreihe?post=8359"},{"taxonomy":"bibelstelle","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.theologie.uzh.ch\/apps\/gpi\/wp-json\/wp\/v2\/bibelstelle?post=8359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}